99,76% dos pecuaristas de Mato Grosso vacinaram seu rebanho espontaneamente na etapa de novembro do ano passado
�
Os pecuaristas de Mato Grosso desembolsaram R$ 63,1 milhões só com a compra de vacinas contra a febre aftosa em 2011 para imunizar o maior rebanho de gado de Brasil nas etapas de vacinação de maio e novembro. “Esse é um gasto que o pecuarista faz somente com a compra das vacinas, mas o montante é bem maior no processo de vacinação, porém o produtor tem consciência da importância dessa imunização para continuarmos exportando para mais de 180 países”, frisou o superintendente da Acrimat – Associação dos Criadores de Mato Grosso – Luciano Vacari.
Hoje (20.01) o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT) divulgou os resultados da etapa de vacinação de novembro de 2011em todo rebanho. Os dados demonstram que se obteve o melhor índice de vacinação espontânea já registrada no Estado com 99,76% do rebanho. Foram vacinados 29.122.232 animais em 108.359 propriedades rurais que produzem gado nos 141 municípios mato-grossenses. O rebanho total cresceu 1,5% com relação a 2010 e chegando a 29.193.319 cabeças. Com esse montante, Mato Grosso continua no topo de ranking como o maior produtor de gado do Brasil. Para vacinar todo esse gado o pecuarista gastou R$ 44,66 milhões, pagando um preço médio pela dose de R$ 1,53, segundo levantamento feito pelo Imea – Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária.
O histórico de Mato Grosso quanto a imunização do rebanho contra a febre aftosa levou o estado a comemorar 16 anos sem registrar nenhum caso da doença. Esse fato desencadeou um processo de eliminação nas etapas de vacinação. Mato Grosso chegou a ter 04 etapas de vacinação contra febre aftosa. A partir de 2009 passou para 03 etapas, sendo uma em fevereiro para animais de zero a 12 meses da fronteira com a Bolívia, em maio para animais de 0 a 24 meses e outra em novembro para animais de todas as faixas. A partir deste ano a etapa de fevereiro também foi retirada do calendário.
“O Indea fez um levantamento sorológico minucioso e constatou que os animais de zero a 12 meses localizados na fronteira e que recebiam vacina em fevereiro apresentavam a mesma imunidade que os demais animais dessa faixa etária que não eram vacinados nesse período”, disse o presidente do Indea, Valney Souza Côrrea. Diante disso, foi feita a solicitação junto ao Mapa – Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – para retirada da etapa de vacinação de fevereiro. Ele ressaltou que os produtores da Bolívia continuarão recebendo a doação de vacinas contra aftosa. No ano passado foram 190 mil doses repassadas aos produtores bolivianos.
Para a Acrimat a preocupação do setor é sempre com o controle sanitário do rebanho de Mato Grosso, “e se o Indea se sente seguro com os levantamentos técnicos realizados para fazer essa solicitação ao ministério, é sinal que o trabalho foi bem feito e que o estado merece esse beneficio”, disse Luciano Vacari. Para ele o trabalho de fiscalização deve ser intensificado, principalmente na área de mais de 700 quilômetros de fronteira seca com a Bolívia.
Fonte: Acrimat




